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quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Singrando os Mares da Nuvem com o CCoE: Governança e Eficiência


Imagine que sua organização é como um grande navio navegando pelos mares. Existem várias ilhas com muitos recursos valiosos, com sua própria topografia, riquezas e desafios. Em teoria, basta desembarcar, explorar e aproveitar os recursos. Mas na prática, sem uma coordenação clara, é fácil se perder, desperdiçar tempo e recursos ou até mesmo naufragar com a expectativa de gerar valor da ilhas.

Para que possamos falar sobre governança, eficiência e direcionamento, vamos supor que as ilhas são as ofertas de serviços de provedores de nuvem para as organizações, ou seja, somente com um mapa das ilhas não teremos muito sucesso em definir o que fazer da melhor forma possível.

É aqui que o Centro de Excelência de Nuvem (CCoE) entra em cena: não como um simples mapa, mas como uma bússola estratégica que guia o navio rumo às melhores escolhas.

Governança: Mais que Controle, uma Lente Ampliada

Quando falamos de governança em ambiente de nuvem, a ideia tradicional é de controle: regulamentar quem pode fazer o quê, onde e como. No entanto, o verdadeiro papel do CCoE é expandir essa perspectiva, indo além de impor regras. Ele promove visibilidade, garantindo que todos saibam o que está acontecendo em cada "ilha"; transparência, assegurando que as decisões sejam fundamentadas e compreendidas; e confiança, permitindo que as equipes tomem iniciativas dentro de diretrizes claras.

Eficiência: Agilidade com Direcionamento

A eficiência é um dos pilares mais desejados por qualquer organização que adota a nuvem. Mas como garantir que os recursos certos sejam usados nas plataformas certas sem desperdícios? O CCoE atua como o norte magnético que alinha a agilidade das equipes com o controle das operações. Ele define padrões de arquitetura, incentiva boas práticas e centraliza o conhecimento, evitando que times diferentes reinventem a roda ou caminhem em direções opostas.

Direcionamento: O CCoE como um Tripulação Organizada

Imagine vários marinheiros que pertencem a equipes, onde cada equipe é responsável por tentar extrair recursos de diversos território. Sem direcionamento, o caos impera. O CCoE é como o capitão que não apenas traz ordem, mas também estabelece uma visão de longo prazo: para onde ir, quais territórios explorar e como maximizar os ganhos.

Ao fornecer diretrizes sobre segurança, conformidade, otimização de custos e padrões de arquitetura, o CCoE cria um ecossistema onde todos sabem exatamente seu papel e os objetivos a serem alcançados.

Uma Jornada Coordenada e Eficiente

O verdadeiro sucesso do CCoE está em seu impacto holístico. Mais do que um centro de regras, ele é um catalisador de cultura organizacional, promovendo colaboração entre times e alinhando a tecnologia à estratégia do negócio. Ao adotar um CCoE, sua organização não apenas evita naufrágios, mas também descobre novas rotas para a inovação e a excelência operacional.


Se você está pronto para transformar sua organização e liderar a jornada rumo à excelência em governança e eficiência na nuvem, o livro Centro de Excelência de Nuvem – Implementação é o recurso que você precisa. Ele fornece os requisitos essenciais, as etapas práticas e as orientações necessárias para construir e implementar um CCoE alinhado às necessidades únicas da sua organização. Com direcionadores práticos e diretrizes claras, este livro é seu guia para garantir visibilidade, transparência e controle, sem abrir mão da agilidade que a nuvem proporciona. 


sábado, 13 de abril de 2024

Os Domínios do Centro de Excelência em Nuvem (CCoE)


A crescente conscientização dos profissionais de tecnologia sobre o potencial da computação em nuvem para impulsionar empresas e a oferta de produtos e serviços é evidente. A gestão eficaz desses recursos é fundamental para maximizar o valor em cada solução. Em nosso artigo anterior, "Pilares do Centro de Excelência em Nuvem", discutimos a implementação do Centro de Excelência em Nuvem (CCoE), sustentado pelos pilares de Pessoas, Tecnologias e Processos. Esses alicerces são essenciais para erguer os domínios do CCoE, permitindo que cada domínio se entrelace com os pilares. Essa interseção é crucial para construir uma base sólida, alinhada aos objetivos de negócios, promovendo eficiência e impacto positivo. Ao estabelecer essa estrutura, o CCoE se torna não apenas um condutor da utilização eficaz da nuvem, mas também uma força orientadora que impulsiona a inovação, garantindo que cada solução contribua significativamente para o sucesso e crescimento contínuo da organização. Neste artigo exploraremos a importância e interconexão desses elementos, delineando como os domínios do CCoE se destacam como um instrumento crucial na jornada da excelência em nuvem.

Estratégia

O domínio Estratégia desempenha um papel primordial na interseção dos pilares, ele representa o norte orientador, garantindo que todos os esforços estejam alinhados com os objetivos estratégicos da organização. No contexto dos domínios,  a Estratégia é a bússola que direciona a capacitação das Pessoas, delineia a adoção das Tecnologias e molda os Processos de forma a cumprir metas específicas. A articulação eficaz da estratégia é vital para maximizar os benefícios dos recursos em nuvem, garantindo uma implementação eficiente e impactante. Portanto, não apenas conecta os pilares, mas também fornece a visão necessária para criar uma base sólida e coesa. Seu sucesso se traduz em benefícios tangíveis, como a criação de uma cultura organizacional ágil e inovadora, a rápida adaptação às mudanças do mercado e impulsionando a excelência em nuvem.

Arquitetura 

O domínio Arquitetura dentro do Centro de Excelência em Nuvem (CCoE) desempenha um papel central na definição e construção do blueprint dos recursos em nuvem. Suas características fundamentais envolvem a criação de uma estrutura robusta que guia a implementação, integração e otimização contínua dos recursos em nuvem. Ao desenvolver padrões arquiteturais, essa dimensão interliga-se diretamente com os pilares de Pessoas, Tecnologias e Processos. Na interseção com Pessoas, a Arquitetura busca capacitar equipes para compreenderem e implementarem as melhores práticas arquiteturais. Com relação às Tecnologias, a definição de padrões arquiteturais orienta a seleção e implementação eficiente das soluções em nuvem homologadas. Em relação aos Processos, a Arquitetura molda diretrizes para garantir a consistência e eficácia operacional fornecendo agilidade . Os benefícios advindos desse domínio de Arquitetura são vastos, incluindo a criação de ambientes escaláveis, seguros e eficientes em termos de custos. Além disso, ao fornecer um blueprint estratégico, a Arquitetura facilita a adaptação ágil às mudanças, promovendo a inovação contínua e garantindo que os recursos em nuvem estejam alinhados às metas de negócios da organização.

Governança 

O domínio Governança no CCoE representa a espinha dorsal que garante o controle, monitoramento e consciência de todas as atividades em tempo real. Essa dimensão é crucial para assegurar a conformidade, a eficiência operacional e a segurança na implementação e utilização dos recursos em nuvem. Na interseção com Pessoas, enfatiza a responsabilidade e o treinamento contínuo para garantir conformidade. Com relação às Tecnologias, promove o monitoramento constante e a aplicação de políticas de segurança. Já em relação aos Processos, a Governança estabelece procedimentos claros para mitigar riscos e otimizar operações. Os benefícios para o negócio ao integrar a Governança desde o início são notáveis, incluindo a redução de riscos, a eficiência operacional aprimorada e a garantia de que a implementação em nuvem esteja alinhada com os padrões regulatórios, resultando em uma base sólida para o sucesso sustentável da organização.

Segurança 

O domínio Segurança assume uma posição de destaque, reconhecendo que falhas nessa área podem resultar em custos significativos para a organização. Em um cenário onde garantir a segurança tornou-se um padrão de mercado, esse domínio se interliga de forma crucial com os pilares. Ao enfatizar a conscientização e a formação contínua das Pessoas, promove uma cultura de segurança. No âmbito das Tecnologias, estabelece protocolos robustos e ferramentas de proteção avançadas. Em relação aos Processos, define procedimentos para resposta a incidentes e gestão proativa de ameaças. Ao integrar a segurança desde o início em cada pilar, não apenas fortalece a postura de defesa contra ameaças, mas também oferece ganhos reais, proporcionando credibilidade no mercado. Essa credibilidade resulta não apenas na proteção dos ativos e dados da organização, mas também na construção de uma reputação sólida, vital para a confiança dos clientes e parceiros de negócios.

Desenvolvimento e Operações

O domínio DevOps emerge como um catalisador essencial para a entrega ágil e qualitativa de software, estabelecendo uma sinergia entre os pilares ao promover a colaboração contínua entre equipes de desenvolvimento e operações, DevOps fomenta uma cultura organizacional ágil e inovadora, superando barreiras hierárquicas. Integrando-se ao pilar de Tecnologias, a automação desde a codificação até a implementação impulsiona eficiência e minimiza erros, enquanto, nos Processos, possibilita entrega contínua com aferição constante, garantindo refinamento iterativo. O grande benefício reside na capacidade de alcançar velocidade e qualidade simultaneamente. A entrega mais rápida não sacrifica a qualidade, pois a automação e a colaboração promovidas por DevOps garantem testes eficazes e integração contínua, permitindo adaptação ágil às demandas do cliente e resposta rápida às mudanças do mercado.

Finanças

O domínio Finanças habilita o reconhecimento dos investimentos em recursos em nuvem que devem ser estrategicamente alinhados com os resultados gerados. É comum ocorrer desperdício na nuvem devido à criação de recursos subutilizados ou abandonados. Nesse contexto, as Finanças interagem diretamente com os pilares, oferecendo visibilidade dos custos associados a cada solução. Ao destacar que os valores gastos na nuvem só fazem sentido se mensurados em relação ao valor agregado ao negócio, as Finanças proporcionam uma compreensão real e tangível do impacto financeiro das decisões relacionadas à nuvem. Além disso, sua interação com o pilar de Processos permite a implementação de práticas que visam maximizar o Retorno sobre o Investimento (ROI) da utilização da nuvem, assegurando uma abordagem financeiramente eficiente e estratégica para impulsionar os resultados da organização.

A aplicação integrada dos diversos domínios em convergência com os pilares no CCoE é imperativa para moldá-lo e adaptá-lo às nuances específicas da organização. Essa abordagem não apenas capacita a empresa a enfrentar os desafios do ambiente em nuvem, mas também estabelece um alicerce sólido e profundo de diretrizes. Ao conectar estrategicamente Pessoas, Tecnologias, Processos, Estratégia, Arquitetura, Governança, Segurança, Finanças e Desenvolvimento e Operações, o CCoE torna-se o epicentro da excelência em nuvem. Essa sinergia não só otimiza a eficiência operacional, mas também catalisa a inovação, solidificando a organização para prosperar em um cenário dinâmico e desafiador.


Marcelo Goberto de Azevedo 

Arquiteto Soluções 

//marcelogoberto.com.br


sexta-feira, 15 de março de 2024

Pilares do Centro de Excelência em Nuvem (CCoE)

A integração da tecnologia em nuvem nas empresas deixou de ser apenas uma vantagem competitiva, tornando-se essencial para garantir a continuidade no mercado. Os benefícios proporcionados pelos recursos em nuvem são inovadores, possibilitando uma velocidade e eficiência incomparáveis em comparação com outras tecnologias equivalentes. No entanto, toda nova tecnologia demanda uma curva de aprendizado para atingir sua máxima eficiência na utilização, sendo este aspecto ainda mais evidente no caso da nuvem. A agilidade na habilitação de recursos em nuvem durante a implementação ressalta a importância de uma fase inicial embasada em controle e governança. Caso contrário, podem surgir desafios significativos, como riscos financeiros e operacionais ao negócio. Como mitigar esses riscos? A resposta é simples: estabelecer um Centro de Excelência (CoE). Este é o pilar fundamental para orientar a implementação da tecnologia em nuvem de forma eficaz, assegurando uma governança sólida e minimizando potenciais impactos negativos.

CoE

Um Centro de Excelência (CoE - Center of Excellence em inglês) é essencialmente uma equipe multidisciplinar dedicada com o propósito de impulsionar a criação e adoção de novas tecnologias. Sua principal meta é promover a cultura da inovação dentro da empresa, alinhada com os objetivos de negócio, visando alcançar a máxima eficiência nas atividades e acelerar os resultados. No contexto da tecnologia em nuvem, a necessidade de uma abordagem mais abrangente levou à formação do Centro de Excelência em Nuvem (CCoE - Cloud Center of Excellence em inglês), que incorporou aspectos específicos da nuvem para criar um núcleo de governança abrangente, abordando temas como segurança, conformidade, custos, entre outros.

Um CoE é sustentado por três pilares básicos que proporcionam a estrutura fundamental para garantir uma plataforma que incorpora três elementos essenciais: pessoas, tecnologia e processos.

Pessoas

Uma organização é fundamentalmente constituída por pessoas, responsáveis por executar tarefas diárias, entregar produtos para um público-alvo e assegurar a geração de valor para o negócio. Nesse contexto, a importância vital do pilar "Pessoas" torna-se evidente, uma vez que sem ele, nenhum resultado seria possível; a tecnologia e os processos não se sustentam sem a participação ativa das pessoas. Portanto, as pessoas devem ser o foco principal durante a implementação do Centro de Excelência em Nuvem (CCoE). É imperativo "convencer" as pessoas de que a adoção de uma nova tecnologia é benéfica e gerará resultados significativos para todas as partes interessadas. As pessoas precisam sentir-se essencialmente proprietárias da tecnologia e dos processos para garantir a eficiência organizacional.

Tecnologia

A tecnologia é essencialmente uma ferramenta, sendo manipulada por pessoas para aplicação em cenários específicos, tendo como resposta em um processo de "beneficiamento" e na criação de produtos ou serviços aprimorados para o público-alvo. Contudo, todas as ferramentas possuem manuais de instruções elaborados com o propósito de garantir o domínio de suas características e funcionalidades. Portanto, é crucial treinar as pessoas para que dominem todas as informações necessárias, permitindo extrair o máximo potencial da ferramenta com segurança e durabilidade. Essa capacitação assegura que a tecnologia seja utilizada de maneira eficaz, contribuindo para o alcance dos objetivos do Centro de Excelência em Nuvem (CCoE).

Processos

A forma como as atividades são conduzidas dentro de uma organização impacta diretamente a sua cultura, pois a cultura é essencialmente a maneira como as coisas são feitas "desde sempre". Qualquer modificação nos processos requer mais do que simplesmente implementar tecnologia; demanda um comprometimento significativo das pessoas. Com isso, é importante implementar processos eficazes que se alinhem, ao máximo, à cultura da empresa. Processos criados apenas em teoria, ou que seguem abordagens padronizadas de mercado, têm uma alta probabilidade de fracasso em sua implementação, pois não são ajustados para atender às peculiaridades da organização e das pessoas. A adequação dos processos, levando em consideração a cultura existente, é crucial para garantir uma transição suave e a aceitação proativa por parte dos colaboradores, promovendo a eficácia e o sucesso nas operações.

Essa tríade de elementos fundamentais pode parecer trivial, entretanto, é neste ponto que reside o "pulo do gato" na implementação de um Centro de Excelência em Nuvem (CCoE). O planejamento das atividades deve ter como foco predominantemente as pessoas, buscando fazer com que compreendam o valor agregado da nova tecnologia. Ao direcionar o treinamento da tecnologia para a realização de atividades mais eficientes e resultados, a adoção de novos processos proporcionará uma inteligência de inovação para o negócio. Essa abordagem não apenas fortalece a organização financeiramente, mas também a capacita a manter-se de maneira duradoura no mercado, perpetuando sua vida útil e posicionando-a estrategicamente diante das demandas em constante evolução. O êxito da implementação reside na sinergia entre pessoas, tecnologia e processos, formando a base sólida necessária para enfrentar os desafios do cenário empresarial moderno.

Em próximos artigos, exploraremos áreas cruciais do Centro de Excelência em Nuvem (CCoE), como arquitetura, finanças, segurança cibernética, dados, CI/CD e conformidade regulatória. Analisar cada aspecto dessas áreas permitirá insights valiosos para otimizar operações e promover a excelência em nuvem.


Marcelo Goberto de Azevedo 

Arquiteto Soluções 

//marcelogoberto.com.br


segunda-feira, 3 de julho de 2023

Mitos da Sustentabilidade da Nuvem


Com o crescimento exponencial da tecnologia e a necessidade cada vez maior de armazenar e processar grandes volumes de dados, a computação em nuvem tem se tornado uma solução popular e eficiente para empresas de todos os tamanhos. No entanto, à medida que avançamos em direção a um futuro mais sustentável, surge a importante questão de como a nuvem impacta o meio ambiente. A busca por soluções tecnológicas ecologicamente corretas tem levado empresas e organizações a questionar se a nuvem é realmente uma opção sustentável. Neste artigo, exploraremos os mitos e realidades relacionados ao impacto ambiental da computação em nuvem, discutindo a importância de considerar não apenas a eficiência energética, mas também fatores como as emissões de carbono, a utilização de energias renováveis e a gestão dos recursos em nuvem. Veremos como a sustentabilidade na nuvem não apenas beneficia o meio ambiente, mas também pode gerar economia financeira e vantagens competitivas para as empresas.

Os provedores de nuvem sempre vão reduzir sua pegada de carbono

Embora seja verdade que os provedores de nuvem sejam tipicamente mais eficientes do que os datacenter tradicionais (on-premise), eles nem sempre resultam em emissões mais baixas. A pegada de carbono de um provedor de nuvem depende de vários fatores, incluindo a eficiência da configuração da estação, assim como a taxa de utilização de tipos de energia (ou seja, a proporção de energia renovável utilizada), a localização e a taxa de utilização dos serviços em nuvem (ou seja, seu nível de desperdício). 

A nuvem economiza automaticamente energia

Os provedores de nuvem tenham um grande potencial de fornecer serviços com mais eficiência do que a infraestrutura tradicional, isso não significa necessariamente que eles sempre usem menos energia. As economias reais de energia dependem de quão eficientemente são os serviços em nuvem são utilizados. Recursos não utilizados ou subutilizados podem levar a enormes quantidades de energia desperdiçada, assim como também a exponencialidade de crescimento na criação de novos recursos.

Todos os provedores de nuvem utilizam energia renovável

Nem todos os provedores de nuvem compram ou são alimentados por energia renovável. Alguns provedores fizeram compromissos com energia renovável, porém outros ainda dependem bastante de combustíveis fósseis. É essencial escolher um provedor que esteja alinhado com seus objetivos de sustentabilidade. Para isso muitos deles oferecem paineis e relatórios que apresentanção suas taxas de emissões de CO2e por localidade.

A transferência de dados não afeta as emissões

Transferir dados entre servidores, especialmente em longas distâncias, consome energia e contribui para as emissões. Reduzir transferências de dados desnecessárias e armazenar os dados próximos ao local onde serão utilizados pode ajudar a reduzir significativamente esse impacto.

Eficiência energética é igual a sustentabilidade

Eficiência energética é uma parte importante da sustentabilidade, porém não é tudo. Sustentabilidade também envolve fatores como a origem dos materiais, o descarte no final da vida útil dos equipamentos e o uso de água. É essencial considerar esses aspectos mais amplos ao avaliar a sustentabilidade dos serviços em nuvem.

As emissões de escopo 1 e 2 dos provedores de nuvem são a principal preocupação

As emissões de escopo 1 (diretas) e 2 (indiretas da eletricidade, calor e vapor comprados) dos provedores de nuvem frequentemente recebem muita atenção, mas as emissões de escopo 3 - aquelas provenientes da cadeia de valor - são frequentemente negligenciadas. Essas emissões de escopo 3 incluem aquelas resultantes da fabricação e descarte de servidores e outros hardwares, viagens de negócios e deslocamentos de funcionários, entre outros. Para muitos provedores de nuvem, essas emissões de escopo 3 representam uma parte significativa de sua pegada de carbono total - aproximadamente 81% para o Google e até 98,4% para a Microsoft. Para realmente abordar a pegada de carbono dos serviços em nuvem, os provedores devem enfrentar não apenas suas emissões diretas, mas também as emissões mais amplas de sua cadeia de valor.

O armazenamento em nuvem é ilimitado e não tem impacto ambiental

Embora a capacidade de armazenamento de dados na nuvem possa parecer infinita do seu ponto de vista, é importante lembrar que todos os dados armazenados na nuvem requerem infraestrutura física para existir. Cada byte de dados armazenado demanda espaço em um servidor, portas de rede, conectividade externa, energia para armazenamento e acesso, e recursos de resfriamento para evitar superaquecimento. O impacto aumenta quando consideramos que os volumes de dados estão crescendo exponencialmente devido à tendência dos consumidores de nuvem de reter dados indefinidamente. O aumento contínuo das necessidades de armazenamento de dados leva à criação de mais centros de dados, que consomem quantidades significativas de energia e contribuem para as emissões de carbono. Além disso, a produção, operação e eventual descarte do hardware nesses centros de dados têm impactos ambientais.

Todos os serviços em nuvem são iguais em termos de emissões

Diferentes serviços em nuvem podem ter perfis de emissões muito diferentes, dependendo de fatores críticos, como a localização real, a eficiência da infraestrutura subjacente, a mistura de energia do centro de dados e a taxa de utilização do serviço.

Podemos concluir que quando abordarmos a questão da sustentabilidade nas soluções em nuvem, não podemos deixar de considerar o aspecto financeiro também. Isso porque, embora seja fundamental para a preservação do meio ambiente, a sustentabilidade também pode trazer benefícios econômicos significativos.

A adoção de práticas sustentáveis na nuvem, como a otimização do uso de recursos, a redução do desperdício e a escolha de provedores que priorizam a energia renovável, pode resultar em economias financeiras substanciais. A eficiência energética, por exemplo, pode levar a uma redução nos custos operacionais, como consumo de energia e resfriamento. Além disso, a implementação de estratégias de redução de emissões pode ajudar as empresas a evitar multas e impostos relacionados ao carbono.

A busca por serviços em nuvem sustentáveis pode gerar vantagens competitivas. Empresas comprometidas com a sustentabilidade têm sido cada vez mais valorizadas pelos consumidores, investidores e pela sociedade em geral. A imagem de uma empresa que se preocupa com o meio ambiente pode atrair clientes e parceiros comerciais, além de fortalecer sua reputação e posicionamento no mercado.

Portanto, ao considerar a implementação de soluções em nuvem, é fundamental integrar a sustentabilidade como parte da estratégia. Além de contribuir para a preservação do meio ambiente, essa abordagem pode resultar em economias financeiras a longo prazo e vantagens competitivas. Ao alinhar os objetivos de sustentabilidade com a eficiência operacional e a responsabilidade social, as empresas podem colher os benefícios tanto ambientais quanto econômicos da computação em nuvem sustentável.

Marcelo Goberto de Azevedo 

Cloud Leader

//marcelogoberto.com.br

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Destravando a Elasticidade da Nuvem para gerar ROI


A nuvem oferece inúmeros benefícios em sua adoção, contudo um desse benefícios acredito que seja o mais potencial para agregar retorno financeiro nos produtos de uma organização, a elasticidade. Conforme definição da Wikipedia, “a elasticidade é definida como o grau em que um sistema é capaz de adaptar-se a carga de trabalho através de provisionamento e desprovisionamento de recursos automaticamente, de forma que em cada ponto no tempo, os recursos disponíveis correspondam à demanda atual, tão próxima quanto possível”. Através dessa definição, podemos identificar que os recursos necessários para uma melhor experiência da execução de um produto, tanto no viés computacional, como também da alocação de custos, é a elasticidade dos recurso da nuvem, uma vez que eles poderão ter o tamanho exato para atender a demanda com qualidade.

Ainda assim, existe um ponto na elasticidade que precisamos considerar para ativar sua eficiência máxima, o tempo de provisionamento do recurso, Isso porque cada tipo de recursos da nuvem contém especificidades em sua criação, exemplificando, uma máquina virtual pode levar alguns minutos até que esteja disponível para utilização devido sua configuração de inicialização, em compensação, um imagem de contêiner pode ser criada em poucos segundos. O tempo de vida desses recursos tanto durante seu provisionamento até o seu completo desprovisionamento gerará custos. Por isso é importante analisar qual será a melhor arquitetura de recursos para habilitar uma elasticidade eficiente.

Agora que já entendemos como destravar com eficiencia a elasticidade dos recursos da nuvem, podemos relacionar essa habilidade com FinOps, porque dimensionar recursos em seu tamanho ideal conforme a demanda em um determinado momento, é a forma mais eficaz para gerar o melhor ROI (Retorno sobre o Investimento) em relação aos gastos da nuvem. Durante a fase Otimização de FinOps, existe uma tarefa Definição de Política de Otimização, nesta atividade o time de Operações deve definir quais são as melhores práticas e configurações para criação de novos recursos, garantindo assim dimensionamento adequado, evitando a existência de recursos maiores do que a necessidade, habilitando assim o melhor gasto versus a taxa de utilização. 

No livro “O Caminho das Pedras da Cultura FinOps”, além de tratar dessa atividade, ofereço outras ideias de tarefas e ações que poderão compor um plano personalizado para as organizações na adoção da cultura FinOs.  



Marcelo Goberto de Azevedo 

Cloud Leader na GFT Brasil

//marcelogoberto.com.br


quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Iniciando com Gerenciamento de Custos da Nuvem com FinOps


As organizações estão cada vez mais acelerando a utilização da nuvem como vantagem competitiva em seus produtos. Conforme uma pesquisa realizada pela Rakuten SixthSense CIO Challenges, 77% dos líderes de TI consideram a utilização de novas tecnologias, como a nuvem, uma forma de garantir a continuidade do sucesso de suas organizações. Em 2023, existe a previsão de um aumento considerável na demanda por utilização de serviços em nuvem, principalmente porque todas as organizações estão sofrendo transformações em seus núcleos de negócio com foco no digital.

Os serviços de nuvem possuem um modelo de precificação mais flexíveis e principalmente mais justos em relação ao custo benefício oferecido, entretanto sua granularidade e múltiplos formatos podem comprometer uma operação elevando os custos para níveis muito altos. Em muitos casos, é muito simples exponenciar os custos de R$ 1 para R$ 100 mil em alguns poucos dias, e ainda, podemos incluir nesta complexidade a taxa de crescimento na criação de novos recursos por departamentos, em razão da automatização das entregas.

Com o intuito de habilitar as organizações no controle dos custos em nuvem, foi criado o modelo operacional FinOps, a principal função do modelo é criar entendimento em todos envolvidos com os custos dos recursos em nuvem, combinado as melhores práticas de gerenciamento dos custos, com a cultura da responsabilidade financeira, seja no modelo descritivo, prescritivo ou ainda, preditivo, gerando informações que facilitaram a tomada de decisões, aumentando o valor do negócio para a organização. 

Entretanto muitas organizações fracassam durante o processo dessa implementação da cultura FinOps por adotar algumas estratégias simplistas ou minimalista, vejamos algumas dessas:

Focar em Redução de Gastos

FinOps não trata sobre reduzir gastos com a utilização em nuvem, sua principal função é habilitar uma organização na melhor destinação sobre os valores investidos com serviços em nuvem para geração de valor aos seus produtos, popularmente conhecido como ROI (Retorno Sobre Investimentos). Gastar com serviços na nuvem não é sinônimo de gastar demais, somente quando efetuamos gastos desnecessários, como por exemplo, recursos sem utilização, super dimensionamento de recursos, funcionalidades desnecessárias, entre outras tantas razões, é que nossos gastos se tornam um problema. FinOps irá garantir que cada centavo gasto em nuvem estará sendo acompanhado e avaliado se esse valores investidos estão retornando como valor agregado, garantindo assim uma máxima eficiência do ROI.

Um único time

FinOps precisa ter domínio de múltiplos assuntos, começando pelo conceitos financeiros, passando por gerenciamento por demanda, envolvendo operações de TI com DevOps, participação decisória de executivos e diretores de vários níveis. Por isso é importante que o time de FinOps tenha interseção com vários times dentro da organização, para garantir que o conjunto desses times seja multifuncional e consiga oferecer todas as perspectivas possíveis para garantir a entrega de valor agregado alinhado com os objetivos de negócio da organização.

Falta de Transparência

Um dos maiores entregáveis de FinOps são seus relatórios que através de números conseguem oferecer muitas informações e ideias dos caminhos que estão sendo traçados e possibilidade de predição de caminhos futuros, assim como identificação de possíveis desvios e falhas. A maioria das organizações acaba criando mecanismos para evitar a disseminação de números, que consideram sigiloso e que possam oferecer uma visão geral e panorâmica de seus negócios, entretanto os números dos gastos com nuvem devem ser tratados como públicos dentro da organização, principalmente com o propósito de criar uma responsabilidade coletiva dos gastos, sendo assim, será impossível essa habilitação de transparência sem que os relatórios sejam transparentes e acessíveis facilmente por todos envolvidos na cadeia dos produtos da organização.

FinOps é um Processo Simples

Muitas vezes a implementação da cultura FinOps surge da necessidade urgente de redução de custos em curto prazo, normalmente é criada uma força tarefa que irá executar ações para avaliar e identificar os recursos que podem ser reduzidos ou descontinuados gerando resultados rápidos. Entretanto, essa é somente uma ação que FinOps permeia, existem muitas tarefas e ações que devem ser realizadas dentro de um ciclo que irá garantir que a adoção da cultura FinOps seja um processo contínuo e altamente eficiente na questão de gerenciamento de custos.

O FinOps é uma jornada que necessita ser trilhada com uma boa estratégia, para garantir que os passos sejam firmes, consistentes e principalmente constantes. Por se tratar de uma cultura, é necessário que todos estejam cientes e comprometidos com o plano para geração de resultados para organização.

No livro “O Caminho das Pedras da Cultura FinOps” procuro oferecer um caminho com ideias de tarefas e ações que poderão compor um plano personalizado para as organizações na adoção da cultura FinOps, garantindo um processo aderente e condizente com a maturidade da organização e com foco no tamanho dos times que podem ser disponibilizados para iniciar o desenho do plano na implementação da cultura FinOps que resultará na habilitação da inovação através da nuvem com eficiência de gastos, que vão além da lucratividade. 


Marcelo Goberto de Azevedo 

Cloud Leader na GFT Brasil

//marcelogoberto.com.br


segunda-feira, 16 de março de 2020

Arquitetura de Nuvem Básica


Alguns conceitos que todos desenvolvedor deveria saber antes de iniciar no mundo da nuvem.

O diagrama abaixo é uma representação de uma aplicação web básica bem estruturada, caso você não seja um desenvolvedor da nuvem, provavelmente achará complicado.


A seguir vamos conhecer cada um desse componente e dar uma introdução para que você possa ter o conhecimento necessário quando incluí-lo na arquitetura do projeto. 

1. DNS

A sigla DNS (Domain Name System), é a tecnologia que permite a internet. Esse componente permite que todos os IP e domínios possa ser referenciados e encontrados. Imagine uma gigante lista telefônica da internet, é através dela que é possível encontrar onde está um determinado  endereço. Quando informamos um domínio em nosso navegador, por exemplo  www.pudim.com.br, esse endereço será pesquisa nesta lista telefonica para encontrar onde deve ser direcionado a navegado, por trás é sempre um IP, no caso desse endereço é o 54.207.20.104.

2. LOAD BALANCE

O Load Balance é um componente essencial para a arquitetura de nuvem, uma das principais características das aplicações em nuvem é sua escabilidade horizontal, ou seja, podemos criar inúmeras instâncias (replicas) das aplicações para atender um grande demanda de requisições, garantindo assim a disponibilidade. E neste cenário que o Load Balance entra, porque ele será o responsável por distribuir essa demanda entre todas as instâncias existentes, garantir um as regras neles definidas sejam atendidas para evitar sobrecarga em determinada instância e prover alta performance das requisições.

3. WEB APP SERVER

Esse são os servidores de aplicativos web, basicamente é onde a aplicação está instalada e responderá ao usuário através do recebimento da requisição e fornecerá uma resposta HTML. Por ser o cérebro da aplicação, será responsável por se comunicar com uma variedade de outros componentes, como banco de dados, filas, cachês, microserviços e muito mais. As implementações no servidor requer uma escolha de uma linguagem (C# .NET , Node.js, Ruby,  Scala, Java, etc). 

4. DATABASE

Basicamente todo aplicativo utiliza banco de dados para armazenar informações. É através deles que podemos armazenar e atualizar os dados capturados ou gerados pela aplicação. No modelo nuvem, principalmente com microserviços, é bem comum utilizarmos vários banco de dados. Além disso atualmente existe duas versão de banco de dados, sendo a mais utilizada o banco relacional (SQL Server, Oracle, MySql, etc) e banco não relacional (CosmoDB, MongoDB , DynamoDB, etc), basicamente a diferença é que o relacional oferece maior consistência e confiabilidade e não relacional tem como vantagem uma escalabilidade maior, com a informação agrupada e armazenada no mesmo registro. 

5. CACHE SERVER

O serviço de cache basicamente fornece a consulta e persistência de dados em praticamente tempo real. Os aplicativos geralmente utilizam consulta ao banco de dados que são executadas várias vezes e retornam o mesmo valor, para evitar o processamento dessa informação, o cachê armazena esse resultado em memória e o mantêm disponível pelo tempo configurado para a aplicação, efetuando assim um grande ganho de performance. 

6. JOBS

A maioria dos aplicativos da precisa trabalhar de forma assíncrona, ou seja, que não esteja associada à resposta à solicitação de um usuário. Para isso são utilizado as "filas de trabalho", é através delas que rotinas são agendadas para serem executadas de tempos em tempos para realizar trabalhos que não necessitam que aconteçam diretamente associados a usuários. As opções de linguagem e estruturas subjacentes são tão numerosas quanto para os servidores da web e na sua grande maioria podem ser criados no conceito "serverless ", que são algoritmos que são executados sem servidor e com orientação para eventos. 

7. STORAGE

Esse repositórios são uma maneira simples e escalável de armazenar e acessar dados na nuvem. Eles são perfeitos para qualquer tipo de informação que você armazenaria num sistema de arquivos local, com o beneficio de ser acessível por meio de http de qualquer local. E ainda pode contar com a configuração de redundância para garantir sua alta disponibilidade. 

8. CDN

A CDN (Content Delivery Network) é uma tecnologia que oferece uma maneira de permitir o acesso a arquivos estáticos (html, css, javascript, imagens, etc) mais rapidamente do que permitir que o usuário tenha que chegar até a aplicação web para receber seu conteúdo. Basicamente ele funciona distribuindo uma cópia do conteúdo mais atual entre muitos servidores em todo mundo, assim quando um usuário efetuar o acesso ao aplicativo web, esse conteúdo será entregue pela CDN mais próxima ao usuário e evitando assim consumo de tráfego do servidor, isso irá garantir uma latência bem menor para o usuário e uma melhor experiência.

Trabalhar com a nuvem é simples e complexo ao mesmo tempo. Esses elementos apresentados são uma pequena parte das inúmeras possibilidades que existem para montar uma arquitetura, porém espero que seja útil para dar o ponta pé inicial na sua utilização. Acredite que o futuro das aplicações será inevitavelmente estar na nuvem.

Marcelo Goberto de Azevedo 💫
Arquiteto na GFT Brasil
//marcelogoberto.com.br/