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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Reduzir ou Otimizar Custos da Nuvem

 

A adoção de soluções em nuvem por organizações tem crescido em números vertiginosos, a taxa prevista de crescimento dos gastos para esse ano de 2023 apresenta um fator de 20,7% de aumento, conforme relatório apresentado pela Gartner, mesmo levando em consideração um clima de contenção de gastos. Neste cenário, é compreensível que os valores gastos com a nuvem estejam entrando no radar estratégico das organizações.

Muitos Diretores de Tecnologia (CTO) estão sendo cobrados para criarem uma eficiência financeira na alocação de recursos nas nuvens, e é neste ponto que normalmente a primeira decisão de ação é focada na eliminação de custos já instalados, seja reduzindo ou otimizando. Entretanto, muitos podem interpretar essas formas como a mesma coisa, porém existe uma sutil diferença entre elas. Com o propósito de iniciar esse entendimento, vejamos as definições dessas palavras, conforme o dicionário Michaelis.


Reduzir

É tornar(-se) menor; diminuir.

Otimizar 

É proceder à otimização de; tornar ótimo.


Baseado nas definições, podemos entender que reduzir trata-se simplesmente da ação de reduzir os gastos sem a necessidade de aplicar nenhum processo de aferição de qualidade ao final da mudança, podemos considerar uma ação reativa de curto prazo com foco na eliminação imediata de gastos em sua maioria desnecessários. Já no caso da otimização, devemos ter como alvo uma alocação de recursos e seus respectivos custos com a finalidade de garantir uma ótima eficiência financeira, ou seja, se trata de ação proativa de longo prazo com foco no retorno sobre o investimento.

Agora podemos entender a importância dos dois modelos de ação, sendo a primeira, Reduzir, que irá garantir que os desperdícios de recursos sejam sanados imediatamente evitando gastos desnecessários, e na segunda ação, Otimizar, onde será necessário um planejamento e estudos de casos para oferecer os melhores formatos e configurações finais de recursos com a inteção de assegurar em longo prazo a sustentação do crescimento da nuvem com o melhor retorno sobre o investimento dos recursos alocados por produtos.

Essas ações fazem parte da fase Otimização em FinOps, existe uma tarefa Levantamento de Redução e Otimização, nesta atividade o time de Operações efetuará um levantamento dos recursos para encontrar ações de redução e otimização que irão fomentar o compartilhamento desse conhecimento diante das possibilidades reais de redução e otimização de custos, habilitando assim o melhor gasto versus a taxa de utilização. 

No livro “O Caminho das Pedras da Cultura FinOps”, além de tratar dessa atividade, ofereço outras ideias de tarefas e ações que poderão compor um plano personalizado para as organizações na adoção da cultura FinOps.  



Marcelo Goberto de Azevedo 

Cloud Leader na GFT Brasil

//marcelogoberto.com.br


terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Destravando a Elasticidade da Nuvem para gerar ROI


A nuvem oferece inúmeros benefícios em sua adoção, contudo um desse benefícios acredito que seja o mais potencial para agregar retorno financeiro nos produtos de uma organização, a elasticidade. Conforme definição da Wikipedia, “a elasticidade é definida como o grau em que um sistema é capaz de adaptar-se a carga de trabalho através de provisionamento e desprovisionamento de recursos automaticamente, de forma que em cada ponto no tempo, os recursos disponíveis correspondam à demanda atual, tão próxima quanto possível”. Através dessa definição, podemos identificar que os recursos necessários para uma melhor experiência da execução de um produto, tanto no viés computacional, como também da alocação de custos, é a elasticidade dos recurso da nuvem, uma vez que eles poderão ter o tamanho exato para atender a demanda com qualidade.

Ainda assim, existe um ponto na elasticidade que precisamos considerar para ativar sua eficiência máxima, o tempo de provisionamento do recurso, Isso porque cada tipo de recursos da nuvem contém especificidades em sua criação, exemplificando, uma máquina virtual pode levar alguns minutos até que esteja disponível para utilização devido sua configuração de inicialização, em compensação, um imagem de contêiner pode ser criada em poucos segundos. O tempo de vida desses recursos tanto durante seu provisionamento até o seu completo desprovisionamento gerará custos. Por isso é importante analisar qual será a melhor arquitetura de recursos para habilitar uma elasticidade eficiente.

Agora que já entendemos como destravar com eficiencia a elasticidade dos recursos da nuvem, podemos relacionar essa habilidade com FinOps, porque dimensionar recursos em seu tamanho ideal conforme a demanda em um determinado momento, é a forma mais eficaz para gerar o melhor ROI (Retorno sobre o Investimento) em relação aos gastos da nuvem. Durante a fase Otimização de FinOps, existe uma tarefa Definição de Política de Otimização, nesta atividade o time de Operações deve definir quais são as melhores práticas e configurações para criação de novos recursos, garantindo assim dimensionamento adequado, evitando a existência de recursos maiores do que a necessidade, habilitando assim o melhor gasto versus a taxa de utilização. 

No livro “O Caminho das Pedras da Cultura FinOps”, além de tratar dessa atividade, ofereço outras ideias de tarefas e ações que poderão compor um plano personalizado para as organizações na adoção da cultura FinOs.  



Marcelo Goberto de Azevedo 

Cloud Leader na GFT Brasil

//marcelogoberto.com.br