Mostrando postagens com marcador Sustentabilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sustentabilidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de setembro de 2023

Habilidades Verdes em Soluções Tecnológicas Sustentáveis e Acessíveis


A busca por soluções sustentáveis tornou-se uma prioridade em diversas áreas, incluindo o desenvolvimento de softwares. Ao incorporar práticas de sustentabilidade nesse setor, podemos reduzir significativamente o impacto ambiental, minimizando o consumo de recursos e a geração de resíduos eletrônicos. Além disso, a implementação de sustentabilidade também pode beneficiar os quesitos de acessibilidade nos softwares, tornando-os mais inclusivos e proporcionando uma melhor experiência para todos os usuários. 

Para essa busca o papel do profissional que detém habilidades verdes é de extrema importância para garantir que a implementação da sustentabilidade no desenvolvimento de softwares beneficie tanto o meio ambiente quanto os usuários. Esses profissionais são essenciais para liderar e orientar as equipes de desenvolvimento em direção a práticas mais responsáveis e eficientes. 

Os profissionais com habilidades verdes dominam conhecimentos sobre as melhores práticas sustentáveis no desenvolvimento de softwares, são defensores da sustentabilidade no setor de tecnologia, promovem a inovação sustentável através da tecnologia, facilitar na conscientização e no treinamento de outras equipes, contribuir para a imagem de responsabilidade social corporativa de uma empresa, avaliar o impacto ambiental dos softwares ao longo de seu ciclo de vida e ainda garantir que a implementação de práticas sustentáveis também leve em consideração as necessidades de acessibilidade dos usuários. Em resumo, o profissional com habilidades verdes são agentes de transformação que podem garantir que as empresas e equipes de desenvolvimento adotem práticas mais responsáveis e se tornem protagonistas na construção de um futuro sustentável e acessível para todos.

Implementar acessibilidade nas soluções tecnológicas traz benefícios que vão além da inclusão, estendendo-se também à sustentabilidade e vice-versa. Essa interligação entre acessibilidade e sustentabilidade abre portas para uma abordagem mais holística na concepção e desenvolvimento de tecnologias, promovendo um impacto positivo tanto para os usuários quanto para o meio ambiente.

Economia de Recursos: Práticas sustentáveis no desenvolvimento de softwares podem resultar em uma redução no consumo de energia e no uso de recursos, tornando as soluções mais eficientes e econômicas para os usuários.

Compatibilidade com Diferentes Dispositivos: Softwares desenvolvidos com foco na sustentabilidade são frequentemente otimizados para funcionar em diferentes dispositivos e plataformas, melhorando a acessibilidade para usuários que utilizam computadores, tablets, smartphones e outros dispositivos.

Menor Consumo de Banda Larga: Softwares sustentáveis tendem a ter um tamanho de arquivo menor e um menor uso de recursos de rede, beneficiando usuários com conexões de internet mais lentas ou limitadas.

Design Inclusivo: A mentalidade sustentável muitas vezes se alinha com a filosofia do design inclusivo. Ao desenvolver softwares mais eficientes e com foco no usuário, as equipes de desenvolvimento podem considerar diferentes necessidades e habilidades, tornando o software mais acessível para pessoas com deficiência ou dificuldades específicas.

A implementação da sustentabilidade no desenvolvimento de softwares é um desafio que traz inúmeros benefícios para os usuários, especialmente quando se trata de acessibilidade. Superar os desafios requer uma abordagem proativa, conscientização e compromisso das equipes de desenvolvimento. Ao adotar práticas sustentáveis, os desenvolvedores podem criar softwares mais eficientes, inclusivos e que contribuam para um futuro mais sustentável para o planeta e para todos os seus habitantes. A busca por soluções tecnológicas verdes não só impulsiona a acessibilidade, mas também promove um impacto positivo no meio ambiente e na sociedade como um todo. 

Concluímos que a capacitação dos profissionais com habilidades verdes é um passo crucial para a transformação positiva do setor tecnológico. Ao unir forças em prol de um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável, estaremos construindo um futuro no qual a tecnologia seja um instrumento poderoso para melhorar a vida das pessoas e preservar o nosso planeta para as gerações vindouras.


Marcelo Goberto de Azevedo 

Cloud Leader

//marcelogoberto.com.br


segunda-feira, 3 de julho de 2023

Mitos da Sustentabilidade da Nuvem


Com o crescimento exponencial da tecnologia e a necessidade cada vez maior de armazenar e processar grandes volumes de dados, a computação em nuvem tem se tornado uma solução popular e eficiente para empresas de todos os tamanhos. No entanto, à medida que avançamos em direção a um futuro mais sustentável, surge a importante questão de como a nuvem impacta o meio ambiente. A busca por soluções tecnológicas ecologicamente corretas tem levado empresas e organizações a questionar se a nuvem é realmente uma opção sustentável. Neste artigo, exploraremos os mitos e realidades relacionados ao impacto ambiental da computação em nuvem, discutindo a importância de considerar não apenas a eficiência energética, mas também fatores como as emissões de carbono, a utilização de energias renováveis e a gestão dos recursos em nuvem. Veremos como a sustentabilidade na nuvem não apenas beneficia o meio ambiente, mas também pode gerar economia financeira e vantagens competitivas para as empresas.

Os provedores de nuvem sempre vão reduzir sua pegada de carbono

Embora seja verdade que os provedores de nuvem sejam tipicamente mais eficientes do que os datacenter tradicionais (on-premise), eles nem sempre resultam em emissões mais baixas. A pegada de carbono de um provedor de nuvem depende de vários fatores, incluindo a eficiência da configuração da estação, assim como a taxa de utilização de tipos de energia (ou seja, a proporção de energia renovável utilizada), a localização e a taxa de utilização dos serviços em nuvem (ou seja, seu nível de desperdício). 

A nuvem economiza automaticamente energia

Os provedores de nuvem tenham um grande potencial de fornecer serviços com mais eficiência do que a infraestrutura tradicional, isso não significa necessariamente que eles sempre usem menos energia. As economias reais de energia dependem de quão eficientemente são os serviços em nuvem são utilizados. Recursos não utilizados ou subutilizados podem levar a enormes quantidades de energia desperdiçada, assim como também a exponencialidade de crescimento na criação de novos recursos.

Todos os provedores de nuvem utilizam energia renovável

Nem todos os provedores de nuvem compram ou são alimentados por energia renovável. Alguns provedores fizeram compromissos com energia renovável, porém outros ainda dependem bastante de combustíveis fósseis. É essencial escolher um provedor que esteja alinhado com seus objetivos de sustentabilidade. Para isso muitos deles oferecem paineis e relatórios que apresentanção suas taxas de emissões de CO2e por localidade.

A transferência de dados não afeta as emissões

Transferir dados entre servidores, especialmente em longas distâncias, consome energia e contribui para as emissões. Reduzir transferências de dados desnecessárias e armazenar os dados próximos ao local onde serão utilizados pode ajudar a reduzir significativamente esse impacto.

Eficiência energética é igual a sustentabilidade

Eficiência energética é uma parte importante da sustentabilidade, porém não é tudo. Sustentabilidade também envolve fatores como a origem dos materiais, o descarte no final da vida útil dos equipamentos e o uso de água. É essencial considerar esses aspectos mais amplos ao avaliar a sustentabilidade dos serviços em nuvem.

As emissões de escopo 1 e 2 dos provedores de nuvem são a principal preocupação

As emissões de escopo 1 (diretas) e 2 (indiretas da eletricidade, calor e vapor comprados) dos provedores de nuvem frequentemente recebem muita atenção, mas as emissões de escopo 3 - aquelas provenientes da cadeia de valor - são frequentemente negligenciadas. Essas emissões de escopo 3 incluem aquelas resultantes da fabricação e descarte de servidores e outros hardwares, viagens de negócios e deslocamentos de funcionários, entre outros. Para muitos provedores de nuvem, essas emissões de escopo 3 representam uma parte significativa de sua pegada de carbono total - aproximadamente 81% para o Google e até 98,4% para a Microsoft. Para realmente abordar a pegada de carbono dos serviços em nuvem, os provedores devem enfrentar não apenas suas emissões diretas, mas também as emissões mais amplas de sua cadeia de valor.

O armazenamento em nuvem é ilimitado e não tem impacto ambiental

Embora a capacidade de armazenamento de dados na nuvem possa parecer infinita do seu ponto de vista, é importante lembrar que todos os dados armazenados na nuvem requerem infraestrutura física para existir. Cada byte de dados armazenado demanda espaço em um servidor, portas de rede, conectividade externa, energia para armazenamento e acesso, e recursos de resfriamento para evitar superaquecimento. O impacto aumenta quando consideramos que os volumes de dados estão crescendo exponencialmente devido à tendência dos consumidores de nuvem de reter dados indefinidamente. O aumento contínuo das necessidades de armazenamento de dados leva à criação de mais centros de dados, que consomem quantidades significativas de energia e contribuem para as emissões de carbono. Além disso, a produção, operação e eventual descarte do hardware nesses centros de dados têm impactos ambientais.

Todos os serviços em nuvem são iguais em termos de emissões

Diferentes serviços em nuvem podem ter perfis de emissões muito diferentes, dependendo de fatores críticos, como a localização real, a eficiência da infraestrutura subjacente, a mistura de energia do centro de dados e a taxa de utilização do serviço.

Podemos concluir que quando abordarmos a questão da sustentabilidade nas soluções em nuvem, não podemos deixar de considerar o aspecto financeiro também. Isso porque, embora seja fundamental para a preservação do meio ambiente, a sustentabilidade também pode trazer benefícios econômicos significativos.

A adoção de práticas sustentáveis na nuvem, como a otimização do uso de recursos, a redução do desperdício e a escolha de provedores que priorizam a energia renovável, pode resultar em economias financeiras substanciais. A eficiência energética, por exemplo, pode levar a uma redução nos custos operacionais, como consumo de energia e resfriamento. Além disso, a implementação de estratégias de redução de emissões pode ajudar as empresas a evitar multas e impostos relacionados ao carbono.

A busca por serviços em nuvem sustentáveis pode gerar vantagens competitivas. Empresas comprometidas com a sustentabilidade têm sido cada vez mais valorizadas pelos consumidores, investidores e pela sociedade em geral. A imagem de uma empresa que se preocupa com o meio ambiente pode atrair clientes e parceiros comerciais, além de fortalecer sua reputação e posicionamento no mercado.

Portanto, ao considerar a implementação de soluções em nuvem, é fundamental integrar a sustentabilidade como parte da estratégia. Além de contribuir para a preservação do meio ambiente, essa abordagem pode resultar em economias financeiras a longo prazo e vantagens competitivas. Ao alinhar os objetivos de sustentabilidade com a eficiência operacional e a responsabilidade social, as empresas podem colher os benefícios tanto ambientais quanto econômicos da computação em nuvem sustentável.

Marcelo Goberto de Azevedo 

Cloud Leader

//marcelogoberto.com.br

quinta-feira, 4 de maio de 2023

Transformando Dark Data em Green Data


Atualmente, vivemos em um mundo altamente conectado e digitalizado, onde a geração de dados é constante e abundante. Com a proliferação de dispositivos conectados à Internet das Coisas (IoT), a adoção de tecnologias como inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML), e a crescente digitalização de empresas e organizações, cada vez mais dados são gerados a cada segundo. Esses dados são valiosos para entender o comportamento do consumidor, identificar tendências de mercado, desenvolver novos produtos e serviços e tomar decisões de negócios estratégicas. Espera-se que essa tendência de geração de dados continue a crescer exponencialmente nos próximos anos. De acordo com estimativas, em 2025, o volume global de dados atingirá 175 zettabytes - o equivalente a 175 trilhões de gigabytes, somente para ilustrar o tamanho dessa quantidade de dados, se fossemos fazer o download dessa massa de 175 ZB em uma taxa de download de 250 Mb/s (uma taxa muito boa para o Brasil) levaríamos aproximadamente 800 milhões de anos para baixar todos esses dados.

Diante desse volume de dados, foi concebido o conceito Dark Data, ele é um termo usado para se referir a dados que são coletados, processados e armazenados pelas empresas, mas que não são utilizados para nenhuma finalidade específica. Esses dados geralmente são gerados a partir de fontes internas, como transações financeiras, registros de clientes e logs de servidores, e podem ser compostos por informações valiosas, como tendências de mercado, insights sobre o comportamento do cliente e oportunidades de inovação. O problema é que, muitas vezes, esses dados são ignorados ou mal gerenciados pelas empresas, tornando-se "escuros" e inacessíveis para análise e uso. Isso pode ser devido a uma série de fatores, incluindo falta de recursos para processar esses dados, problemas de qualidade dos dados ou simplesmente falta de conhecimento sobre como extrair valor desses dados. 

Podemos relacionar os dados escuros, com um buraco negro, que é uma região do espaço onde a gravidade é tão forte que nada pode escapar, incluindo a luz, o Dark Data é composto por dados que são coletados pelas empresas, mas que permanecem desconhecidos. De maneira similar, assim como os cientistas estudam o buraco negro para tentar desvendar seus mistérios, as empresas podem se beneficiar ao explorar seus dados escuros para identificar tendências de mercado, padrões de comportamento do cliente, oportunidades de inovação e agregação de valor ao negócio.

Dado a quantidade gigantesca de dados escuros, esses podem causar uma série de problemas, tanto financeiros quanto ambientais. Em primeiro lugar, o armazenamento desses dados pode se tornar um grande problema financeiro para as empresas, uma vez que exige recursos significativos, como servidores e infraestrutura de armazenamento. Isso pode resultar em um aumento nos custos operacionais da empresa, além de desperdício de recursos valiosos, como energia e espaço físico, mesmo que utiliza a estrutura de nuvem pública. Além disso, a falta de gestão efetiva dos dados escuros podem dificultar o entendimento e a utilização dos dados pelos analistas, impedindo que a empresa aproveite todo o potencial dos seus dados. Isso pode resultar em decisões de negócios menos informadas e menos estratégicas, o que pode ter um impacto negativo na competitividade da empresa no mercado. Por fim, o armazenamento excessivo de dados escuros tem um impacto significativo na sustentabilidade ambiental, uma vez que exige uma quantidade crescente de recursos energéticos e materiais. Isso pode aumentar a pegada de carbono da empresa, contribuindo para as mudanças climáticas e afetando a imagem da empresa perante os consumidores e a sociedade em geral.

Uma solução eficaz que podemos implementar para tratar os dados escuros é transformá-los em dados verdes, Green Data. Uma das boas práticas para essa transformação é a implementação de políticas de gerenciamento de dados eficazes, que incluem a identificação, análise e descarte adequado dos dados que não são mais necessários para a empresa. Essa atividade pode ser simplesmente implementada utilizando uma data de vencimento para cada registro ou conjunto de dados, permitindo assim que rotinas automatizadas façam o descarte ou a movimentação para armazenamento mais baratos.

Outra solução para criar dados verdes é investir em tecnologias de armazenamento mais eficientes em termos energéticos, como o armazenamento em nuvem. Ao migrar seus dados para a nuvem, as empresas podem reduzir sua pegada de carbono e os custos associados ao armazenamento físico, uma vez que a nuvem é mais escalável, flexível e eficiente em termos de energia. Como também, as empresas também podem adotar práticas de análise de dados mais eficazes, como a implementação de algoritmos de aprendizado de máquina e inteligência artificial, que podem ajudar a identificar padrões e insights valiosos nos dados que antes eram considerados dados escuros. Isso permitirá que a empresa gerar dados de forma mais estratégica, ajudando a melhorar a eficiência operacional.

Em resumo, o Dark Data pode representar um grande desafio para as empresas, tanto em termos financeiros quanto ambientais. No entanto, transformar esse tipo desses dados em Green Data pode ser uma solução eficaz para aproveitar todo o potencial dos dados ao mesmo tempo em que se reduz o impacto ambiental do armazenamento excessivo. Devemos adotar uma abordagem mais consciente em relação ao gerenciamento de dados, e também contribuir para a sustentabilidade ambiental e para a construção de um futuro mais responsável e sustentável para todos.


Marcelo Goberto de Azevedo 

Cloud Leader

//marcelogoberto.com.br


segunda-feira, 3 de abril de 2023

Acessibilidade Digital com Sustentabilidade

 

A acessibilidade em tecnologia é uma questão importante, pois a tecnologia desempenha um papel fundamental em muitas áreas da vida cotidiana, como comunicação, educação, emprego e lazer. A acessibilidade digital é fundamental para garantir a igualdade de oportunidades e a inclusão social de todas as pessoas no mundo digital, independentemente de suas habilidades e limitações. Dentro desse contexto de acessibilidade digital estão incluídos software, aplicativos móveis, hardware, dispositivos assistivos e tecnologias de comunicação.

O tema sustentabilidade está cada dia mais ganhando destaque dentro das organizações através da agenda ESG, principalmente nas organizações que pretendem liderar o mercado e, em longo prazo, sobreviver às exigências de mudanças do mercado. A sustentabilidade nos códigos fontes está relacionada ao componente ambiental da agenda ESG, pois busca reduzir o impacto ambiental da aplicação, através da otimização do consumo de recursos e energia, e da redução da geração de lixo eletrônico. 

Com isso podemos afirmar, que existe uma correlação entre acessibilidade digital e sustentabilidade nos códigos fontes de aplicações, pois ambos os conceitos estão relacionados à criação de produtos e serviços que sejam acessíveis e viáveis ​​a longo prazo.

Com foco em acessibilidade digital, é importante garantir que a aplicação seja desenvolvida de maneira que possa ser usada por todas as pessoas, independentemente de suas habilidades e limitações. Isso significa que os códigos fontes da aplicação devem ser projetados de forma a permitir que tecnologias assistivas, como softwares de leitura de tela e outras tecnologias, sejam usadas pelos usuários. Além disso, é importante que os códigos fontes da aplicação sigam as diretrizes de acessibilidade, como as definidas pelo WCAG (Web Content Accessibility Guidelines), para garantir que a aplicação possa ser usada de maneira eficaz e independente por pessoas com deficiência.

Por outro lado, a sustentabilidade nos códigos fontes da aplicação está relacionada à criação de produtos e serviços que sejam viáveis a longo prazo. Isso significa que os códigos fontes da aplicação devem ser projetados para minimizar o consumo de recursos e energia, bem como para evitar a geração desnecessária de lixo eletrônico. Além disso, é importante garantir que os códigos fontes da aplicação sejam mantidos atualizados e otimizados para garantir sua eficiência e segurança ao longo do tempo.

Podemos elencar algumas formas de sustentabilidade nos códigos fontes que irão aumentar a eficiência de recursos do ponto de vista de acessibilidade, obviamente que a adoção de padrões de acessibilidade é mandatório, como os definidos pelo WCAG (Web Content Accessibility Guidelines), pois irá garantir que a aplicação seja acessível a todas as pessoas. As formas abaixo devem partir do princípio que esses padrões já estão implementados.

  • Imagens decorativas são imagens que não servem a nenhum propósito específico, o que significa que não pretendem transmitir nenhum significado ou informação importante. Nesse caso, é uma prática recomendada usar texto alternativo vazio, para evitar a leitura ou interpretação automática por conta do leitores de tela.

  • Imagens funcionais são usadas para iniciar ações em vez de transmitir informações. Muito comum termos imagens com atalho para auxiliar na navegação visual, entretanto em acessibilidade, é fundamental que o texto alternativo, seja a descrição da ação e não da imagem em si, dessa forma aceleramos a navegação e diminuímos o tempo de processamento do leitor de tela.

  • Garantir uma estrutura lógica das árvores de títulos (H?), sendo composta por seis níveis de cabeçalhos possíveis (do H1 ao H6), o mais importante tem a classificação 1 e a classificação de título menos importante é 6. Montando uma estrutura de forma semântica e dotada de significado, garantimos a facilidade do fluxo do leitor de tela reduzindo seu processamento.

  • Utilizar atalho de salto “Pular para o conteúdo”, esse tipo de atalho permite que os usuários ignorem os conteúdos repetitivos em cada carregamento da tela. A interpretação desses conteúdos repetitivos obrigaram os leitores de tela a processar informações desnecessárias para experiência do público, gerando também consumo de recursos dos computadores.

Essas são algumas formas de implementar sustentabilidade na acessibilidade digital, além do compromisso em transformar as experiências na utilização de aplicações mais acessíveis, também podem garantir que estamos utilizando os recursos disponíveis com a maior eficiência possível. A correlação entre acessibilidade digital e sustentabilidade nos códigos fontes da aplicação está relacionada ao desenvolvimento de tecnologias acessíveis e viáveis a longo prazo, que promovam a inclusão social e o uso responsável de recursos tecnológicos. Temos a responsabilidade de garantir que os produtos e serviços digitais contribuam para um futuro melhor e mais sustentável.  


Marcelo Goberto de Azevedo 

Transformação Digital Cloud ESG

//marcelogoberto.com.br


terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

ESG nos Códigos Fontes



O termo ESG está cada dia mais se tornando comum dentro das organizações. O termo ESG (do inglês “Environmental, Social and Governance”), que em tradução livre ficaria, sustentabilidade, responsabilidade social e organizacional. Em suma, a união desses três pilares do ESG trata de habilitar uma estrutura estratégica na organização com o propósito de mitigar os riscos de enfrentar problemas judiciais, trabalhistas e de sofrer ações devido aos impactos negativos causados ao meio ambiente.

Em 2015, a ONU estabeleceu 17 metas globais, conhecidas como ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). Essas diretrizes estimulam e apoiam ações em áreas essenciais para a sociedade, convocando todos para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade.

A tecnologia pode desempenhar um papel escalável na construção e execução das ODS, principalmente no foco da ODS 13 – Combate às Alterações Climáticas, no estudo “sobre o uso global de eletricidade da tecnologia de comunicação: tendências para 2030”, o autor Elder Tomas concluí que “A análise mostra, o uso da eletricidade, para o pior cenário, que a TC poderia usar até 51% da eletricidade global em 2030”. Em 2020, esse percentual de consumo energético já alcançou 10%. Esse cenário de crescimento acelerado tem correlação com a transformação digital das organizações, adoção de inovações, como IOT e IA, além da utilização em larga escala da nuvem que possuem gigantesco data center para garantir a redundância e resiliência dos serviços.

Com o intuito de jogar uma luz sobre a necessidade de promover a sustentabilidade no desenvolvimento de software, as aplicações das organizações são baseadas em código fontes que foram escritos para gerar funcionalidades de negócios que deverão ser utilizados pelos usuários, com isso uma simples linha de código escrita equivocadamente por um desenvolvedor, poderá aumentar o consumo de energia no servidor e por resultado seu dimensionamento, esteja o mesmo na nuvem ou localmente.

Um exemplo clássico desse problema, é o simples armazenamento de logs de desenvolvimento em uma aplicação que está em produção, caso o programador habilite erroneamente essa coleta, estará criando alguns problemas: primeiramente, a geração de dados desnecessários e por consequência seu armazenamento, que diretamente envolve custos e geração de energia para sua manutenção, mesmo considerando no caso da nuvem, a utilização de camada de armazenamento que podem reduzir drasticamente os custos e o consumo de energia.

Outro exemplo, é a habilitação de sincronicidade nas comunicações, esse método obriga os envolvidos estarem disponíveis em tempo real para tratar das transações e principalmente das exceções, gerando alta disponibilidade dos recursos, o que acarretará maior consumo de energia, mesmo em estado de inatividade temporária. No caso de métodos assíncronos, as comunicações acontecem somente no ato da ativação, evitando troca de mensagens ininterruptas, reduzindo drasticamente o trânsito de dados, sobretudo quando não são necessários em tempo real. O método assíncrono consegue atender 95% das funcionalidades dos sistemas atuais com eficiência, porém hoje 95% das funcionalidades ainda são síncronas, desnecessariamente.

Existem outros exemplos e cenários onde é possível aumentar a eficácia dos códigos fontes gerando assim uma eficiência energética, que podemos entender como sustentabilidade. Importante não salientarmos que também gerar eficiência financeira, pois no final, códigos fontes eficazes oferecem um melhor retorno do investimento na utilização dos recursos de infraestrutura para sua execução.

Sua empresa pode começar a implementar as práticas de ESG associadas aos ODS com foco em tecnologia. Lembre-se, de quanto a tecnologia irá representar do consumo energético no futuro, podemos começar agora mesmo a mudar essa curva de crescimento de consumo, entregando melhores aplicações que contemplem a sustentabilidade no seu desenvolvimento.

Marcelo Goberto de Azevedo 

Líder em Transformação Digital

//marcelogoberto.com.br

 

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Paleta de Cores Sustentável

Os temas que envolvem sustentabilidade englobam cada vez mais setores dos mais variados portes de organizações. Além da questão da sobrevivência e da qualidade de vida dos habitantes do planeta, os consumidores estão cada vez mais interessados em escolher produtos de organizações que estejam conscientes em relação ao seu comportamento diante de aspectos sociais, ambientais e de governança, a famosa sigla ASG (ESG em inglês).

E, como não poderia ser diferente, o setor de TI está cada vez mais se tornando foco em discussões. A área investe em planos de ações para reduzir a pegada de carbono, contribuindo para a redução das interferências nas mudanças climáticas.

Outro fator que promove o foco de sustentabilidade em tecnologia é a sua atual velocidade de expansão. Atualmente, inúmeros setores estão adicionando soluções baseadas em tecnologia e acelerando rapidamente na sua adoção e extensão de mais serviços e produtos digitais. Neste contexto, se faz necessário que ações sejam implementadas com foco em atingir a maior escala possível dos resultados, gerando assim um impacto massivo e de larga escalabilidade.

Atualmente na loja do Android, existem mais de 3 milhões de aplicativos disponíveis para download. Já o número de website está em torno de 1.169.621.187, de acordo com a pesquisa de servidores da Web de março de 2022 da Netcraft. Cada um desses sistemas oferece várias telas para que seus usuários possam interagir, consumindo informações, registrando transações, trocando mensagens, entre outras tantas funcionalidades.

O consumo de energia dos dispositivos com tela desses eletrônicos, sejam smartphones, computadores, notebooks, Smart TVs, entre outros, é gigante. Muitos desses aparelhos apresentam a funcionalidade de economizar energia por meio de padrão de cor, com as telas OLED (Organic Light-Emitting Diode) que detém a capacidade de desligar um simples ponto (pixel) quando a ausência de qualquer cor é detectada, ou seja, a cor preta.

A diminuição do consumo médio energético nesses dispositivos pode ser de 10% de economia, além de aumentar a vida útil da bateria até 47%, no caso dos smartphones e notebooks.

Muitas organizações que desenvolvem aplicativos, já estão oferecendo uma versão “escura” de suas telas para possibilitar essa economia de energia e bateria, que também é aliada em oferecer outros benefícios diretos para os usuários, como: melhoria na experiência realçando os destaques de elementos importantes, redução de desconforto visual por longos períodos de exposição a claridade artificial, assim como a redução da fadiga ocular pela diminuição do brilho.

Através de um estudo realizado por Jon Doucette, da Jonathan Design, Jon apresentou uma paleta de cores chamada EMERCY-C composta com seis opções de cores, sendo elas:


  • #822007 » Vermelho Enferrujado
  • #000000 » Preto
  • #b2bbc0 » Azul Cinza
  • #19472a » Verde Floresta
  • #3d414c » Cobalto
  • #ffffff » Branco

Essa paleta de cores, quando utilizada, gerará um consumo superior em apenas 4% em comparação a uma tela completamente preta. Uma pequena ressalva, a cor branca só deve ser usada para pequenos destaques.

Essa base de cores pode ser utilizada para geração da versão escura, ou facilmente como a versão final do aplicativo ou site, agregando assim todos os benefícios para a experiência do usuário e implementando o foco sustentável.

Originalmente publicado no blog da GFT

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Sustentabilidade com Gerenciamento de Custos da Nuvem


  

A grande maioria dos países, organizações e líderes do planeta estão comprometidos para que em 2050 seja alcançado a meta de zerar a emissão de carbono em nosso planeta. Para que esse grande desafio seja atingido temos duas grandes frentes, a primeira é obviamente reduzir a emissão de gás carbônico na natureza e a segunda é aumentar as fontes que podem neutralizar os gases emitidos.

 

Apesar de todos os esforços até o momento, durante a Cúpulas da Américas realizada em junho de 2022, um índice apresentado pela Universidade de Yale e Columbia (EUA), constatou que somente dois países (Dinamarca e a Grã-Bretanha) estão no caminho no certo, os demais precisam intensificar suas ações para o atingimento da meta até meados do século.

 

As organizações podem ter um papel colaborativo nesse processo. A adoção da nuvem pelo seu incrível poder e flexibilidade de habilitar produtos e serviços rapidamente, muniu as organizações com um poder inovação inimaginável, entretanto a mesma facilidade tem se tornado um problema para gerenciamento de eficiência energética, porque acabamos tornando intangível os consumos energéticos dos recursos em nuvem, diferentemente quando as organizações mantinham seus parques tecnológicos fisicamente.

 

Com o propósito de tangibilizar esses números, seja do consumo energético, como da metrificação da emissão de CO2 baseados nos recursos utilizados, os provedores de nuvem criaram relatórios, calculadoras e dashboards que oferecem uma visão bem detalhada. Neste outro artigo falamos mais sobre essas ferramentas [https://blog.gft.com/br/2022/05/03/calculando-o-impacto-de-carbono-do-seu-uso-da-nuvem] e como utilizá-las em suas contas.

 

Uma organização em posse dessas informações, já pode começar a montar um plano de implementação de eficiência energética de seus recursos. As formas mais rápidas e simples normalmente são:

 

Aferição de recursos provisionados e sem utilização - Muitas vezes recursos são criados para determinadas atividades com começo, meio e fim, como por exemplo, provas de conceitos, ambientes de desenvolvimento, contudo muitos são esquecidos de serem eliminados e continuam ativos gerando custos e consumo energético.

 

Super dimensionamento de máquinas ou instâncias - Com a facilidade de dimensionamento de instâncias para utilização, muitas vezes baseados em experiência anteriores com receio que os recursos não sejam suficientes, acabam por alocar mais memórias, espaço, processamento para garantir a estabilidade dos produtos. Porém, na maioria das vezes essa disposição de recursos não acaba sendo utilizada em sua plenitude, gerando gastos e consumo energético extra.

 

Retenção de dados desnecessárias - O volume de dados coletados e armazenados tem apresentado um curva de ascensão cada vez maior, por consequência direta esses dados ficam armazenados gerado custos, existem duas maneiras de efetuar uma redução, seja pela mudança de camada de armazenamento mais baratas, como também a destruição dos dados que perdem sua validade para o negócio.

 

Replicação de dados irrelevantes - Atualmente a maneira mais eficiente de garantir a qualidade de um dados é replicá-lo em vários locais, criando assim várias cópias dele mesmo e possibilitando sua recuperação em quase de perda, entretanto não são todos os dados que necessitam desse mecanismo, principalmente informações não produtivas.

 

Manutenção de recursos disponíveis em janela de tempo sem utilização - Nem mesmo todas as máquinas trabalham 24 x 7, sejam elas para serem utilizados por pessoas ou rotinas programas, na maioria das vezes somente em algumas janelas de tempo é necessário sua disponibilidade, logo é fundamental que fora desses intervalos essas mesmas sejam pausadas ou até mesmo desprovisionados, até a próxima janela de necessidade.


Essas são algumas ações que uma vez implementadas irão gerar uma redução drástica na emissão de gás carbônico proveniente da utilização de energia nos recursos da nuvem. Ainda podemos acrescentar neste cenário a utilização de inteligência artificial para analisar nossos ambientes, seja na nuvem ou locais, para oferecer recomendações de correto dimensionamento, como também configuração eficiente de escalabilidade da arquitetura.

 

Através desse processo de implementação de uma estratégia corporativa de sustentabilidade para seus recursos, já estaremos habilitando a nossa organização para dar seus primeiros passos no mundo de gerenciamento de custos de nuvem, também conhecido como FinOps. Isso quer dizer, podemos gerar corte de gastos que podem ser revertidos para ações visando o aumento da neutralidade de emissão de gás, como apoio a projeto e organizações que reflorestam áreas.

 

A unificação de Green Conding com FinOps habilitará uma cultura de responsabilidade ambiental, como também promoverá uma maior transparência dos custos. Ou seja, alocar de forma eficiente os recursos financeiros de uma organização é também reduzir sua pegada de carbono, tudo isso acaba se interligando e gerando mais um motivo para adoção do modelo de sustentabilidade em tecnologia, principalmente em relação aos recursos em nuvem.

sábado, 10 de julho de 2021

Pegada Ecológica (CO2) de um WebSite com foco em Green Coding

 

Até o dia 2 de janeiro de 2021 havia 1,826,089,359 sites disponíveis para acesso. Cada site contém propósitos distintos, entretanto o ponto comum entre eles é entregar algo de valor para o internauta. Essa entrega deve acontecer da melhor forma possível, nos formatos de experiência, entre eles existem vários fatores, como velocidade, usabilidade, facilidade, acessibilidade etc. Logo, se conseguimos um site que tenha um perfil de sustentabilidade também no foco, podemos otimizar vários fatores, gerando a entrega de valores mais eficientes.

Seja você iniciante ou expert no desenvolvimento de um site, saiba que existe um plugin para o navegador Chrome que consegue efetuar uma análise do site, através da verificação de boas práticas na utilização de código. O processo para utilização é bem simples:

  1. Instalar o Pluginhttps://chrome.google.com/webstore/detail/greenit-analysis/mofbfhffeklkbebfclfaiifefjflcpad
  1. Carregar o site e abrir o Console DevTools (F12)
  1. Ir até a aba “GreenIT”, marcar a opção “Activate best practices analysis
  2. Clicar no botão “Launch Analysis

Após isto, será apresentada uma lista das verificações e os resultados coletados, além de uma nota geral para o site, que varia de A (mais eficiente) para G (menos eficiente), com base na Tabela de Eficiência Energética.

Add expires or cache-control headers (>= 95%)

Manter recursos (folhas de estilo CSSscripts JavaScript e imagens) o maior tempo possível, para que o navegador não os solicite novamente do servidor. Economiza solicitações HTTP, largura de banda e potência da CPU no servidor.

Compress ressources (>= 95%)

O conteúdo das páginas HTML deve ser compactado para minimizar o consumo de largura de banda, entre o cliente e o servidor. 

Limit the number of domains (<3)

Limitar um máximo de três domínios para os recursos. Porque recursos hospedados em outro domínio lento, pode aumentar o tempo de renderização da página. A boa prática deve ser agrupar todos os recursos em um único domínio.

Don’t resize image in browser

Redimensionar imagens usando atributos HTML de altura e largura. Envia as imagens em seu tamanho original, desperdiçando largura de banda e energia da CPU. 

Avoid empty src tag

Tag de imagem com um atributo src vazio, gera solicitações HTTP adicionais desnecessárias.

Externalize css

Código CSS deve estar separado do código HTML da página, para evitar o aumento do volume de dados enviados. 

Externalize js

Garanta que o código JavaScript está separado do código HTML da página, para evitar o aumento do volume de dados enviados. 

Avoid HTTP request errors

As solicitações com erros HTTP consomem recursos desnecessariamente.

Limit the number of HTTP requests (<27)

Reduzir o número de solicitações por página é fundamental para diminuir o número de requisições HTTP necessários para executar o site e, consequentemente, o seu impacto ambiental.

Do not download unecessary image

Baixar imagens que não serão exibidas consome recursos desnecessários.

Validate js

Validar o seu código JavaScript com boas práticas garante a utilização eficiente da CPU por um período mais curto. O JSLint é uma ferramenta de qualidade de código JavaScript.

Max cookies length (<512 Bytes)

O comprimento do cookie deve ser pequeno, pois é enviado com cada solicitação.

Minified css (>= 95%)

Comprimir os recursos CSS garante somente itens essenciais para serem transferidos, removendo, por exemplo, espaços desnecessários e quebras de linha.

Minified js (>= 95%)

Comprimir os recursos JavaScript garante somente itens essenciais para serem transferidos, removendo, por exemplo, espaços desnecessários, quebras de linha, ponto e vírgula e encurtar nomes de variáveis locais.

No cookie for static resources

Recursos estáticos não utilizam cookies, logo consome largura de banda sem propósito.

Avoid redirect

Os redirecionamentos devem ser evitados, tanto quanto possível, pois tornam a resposta mais lenta.

Optimize bitmap images

Todas as imagens devem ser otimizadas, pois são os recursos que mais impactam na largura da banda consumida.

Optimize svg images

Imagens Svg também devem ser otimizadas e minimizadas.

Do not use plugins

Evite usar plugins (máquinas virtuais Flash PlayerJava e Silverlight etc.) porque eles podem consumir muitos recursos (CPU e RAM). Dê preferência à tecnologia padrão, como HTML5 e ECMAScript

Provide print stylesheet

A folha de estilo deve ser o mais simples possível, e utilizar fontes leves (exemplo: Century Gothic)

Do not use standards social button

Coloque links diretos para as redes sociais, pois os seus plugins, em 99% das vezes, não são utilizados e geram consumo desnecessário.

Limit Stylesheet files (<3)

Minimize o número de arquivos CSS para reduzir o número de solicitações HTTP

Use ETags (>= 95%)

Utilize as ETags (assinatura anexada a uma resposta do servidor), porque elas economizam uma grande quantidade de largura de banda. 

Agora é possível verificar a existência de inúmeras ações simples, e algumas mais complexas, que podem fazer toda diferença no consumo de energia que automaticamente gera emissão de CO2. 

Esse é um dos principais propósitos da iniciativa Green Coding, iniciada pela GFT. Ela fomenta a adoção da sustentabilidade, como parte do processo de desenvolvimento de soluções. É nossa obrigação oferecer métodos mais eficientes para gerar maiores impactos na redução de emissão de CO2, e assim salvar o nosso precioso planeta. 

Você pode encontrar informações mais completas no documento do programa da GFT:

https://www.gft.com/int/en/index/technology-and-innovation/greencoding-tailored-it-solutions-for-banks-insurers-and-industry/

E no atalho abaixo, contribuir para a ferramenta:

https://github.com/cnumr/GreenIT-Analysis

Para mais informações acesse a EcoIndex e confira a sua metodologia: http://www.ecoindex.fr/

Vamos juntos salvar o nosso acolhedor planeta!

Marcelo Goberto de Azevedo 

Arquiteto na GFT Brasil

//marcelogoberto.com.br

Artigo original publicado em https://blog.gft.com/br/2021/07/06/pegada-ecologica-co2-de-um-website-com-foco-em-green-coding/


quinta-feira, 3 de junho de 2021

Sustentabilidade com Codificação

 


Todos somos responsáveis pela redução da emissão de CO2 e, consequentemente, com esse impacto no aquecimento global. Governos, empresas e organizações estão cada vez mais comprometidos em conter as emissões de gases que provocam o efeito estufa. Durante a Cúpula do Clima, que contou com a participação de 40 nações, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reconheceu que o país não está fazendo o suficiente para conter o aquecimento global e anunciou metas mais ambiciosas de corte nas emissões de poluentes. 

Como as empresas de Tecnologias da Informação e Comunicação podem ajudar nessa redução?

Você sabia que atualmente é necessário 1% de toda a energia gerada globalmente para alimentar os data centers? Em 2030 esse percentual pode chegar aos incríveis 30%, se somado às estruturas das TIC. Então, podemos presumir que cada linha de código gera um impacto no consumo de energia que resulta na emissão de CO2.  

E como os profissionais de TI podem gerar impacto direto na eficiência energética?

Simplesmente ao escolher formas mais inteligentes de arquitetura, recursos, codificação, estabilidade, boas experiências de usuário, tempo de utilização de processamento e alocação de memória/espaço.

Para guiar os profissionais foi criado um programa inovador chamado Green Coding, que implementa no desenvolvimento de softwares a sustentabilidade, sendo um fator fundamental para ajudar na redução de emissão de gases de efeito estufa, por meio de três pilares:

Aplicar o programa significará adicionar uma nova questão ao processo de design de software, o que coloca também em foco a eficiência energética, que por consequência oferecerá economia financeira e melhores soluções. Vamos verificar alguns exemplos desses pilares.

Lógica

Você sabia que cada linguagem gera um impacto diferente no consumo de energia? Conforme um estudo apresentado pelo GreenLab, é possível efetuar uma comparação por meio de um fator entre as linguagens. Isso leva em conta a taxa de utilização de tempo de processamento, alocação de memória e armazenamento. Claramente, essa escolha de uma linguagem não pode simplesmente ser baseada nessa métrica, pois também temos que colocar na conta os desenvolvedores, a facilidade da utilização, a manutenção, entre outros tantos fatores.

Ação Prática: Criar mecanismos para metrificar blocos de código de processamento, para que seja possível coletar os tempos e percentuais de utilização. Dessa forma gerar parâmetros comparativos que deverão ser usados para a avaliação de melhoria de performance e resultando em uma melhora na eficiência dos processamentos visíveis.

Metodologia

Reutilização de resultados de projetos, seja em partes ou na sua totalidade, para que esses possam ser pesquisados ​​por membros da equipe, pessoas dentro da organização ou até mesmo pela comunidade em geral. Assim, as melhores práticas e resultados são rapidamente absorvidos e implementados.

Ação Prática: Criar um repositório com estudos de casos dos levantamentos de cenários de melhorias de projetos e das possíveis soluções que foram analisadas e posteriormente implementadas. Isso gera uma documentação que poderá ser consultada. Lembre-se, muitos projetos podem se beneficiar das implementações simples e que já foram testadas. 

Plataforma

Aqui, a adoção de computação em nuvem faz todo o sentido. Dado que os recursos são facilmente provisionados, oferecem escalabilidades conforme a demanda de utilização e também oferecem recursos granularizados. Assim temos um conjunto perfeito para criar o ambiente com o tamanho exato de cada necessidade para o momento, o que evita o desperdício de super alocações para atender cenários imaginados. 

Ação Prática: Programar o desligamento automático de equipamentos ou desprovisionamento de recursos que não estejam sendo utilizados no momento, assim os ambientes deixam de funcionar enquanto não estão sendo utilizados ​​(noite, fins de semana, etc.).

O programa GreenCoding está dando os seus primeiros passos, contudo a sua adoção do processo de desenvolvimento de soluções com sustentabilidade é uma responsabilidade de todos. Os recursos do nosso planeta são finitos e não devem ser desperdiçados aleatoriamente, é a nossa obrigação oferecer métodos mais eficientes para gerar maiores impactos na redução de emissão de CO2 e consequentemente salvar o nosso precioso planeta. 

Marcelo Goberto de Azevedo 

Arquiteto na GFT Brasil

//marcelogoberto.com.br

Artigo original publicado em https://blog.gft.com/br/2021/05/11/sustentabilidade-com-codificacao/