terça-feira, 23 de maio de 2023

Desvendando o Sucesso de FinOps através de KPIs e Métricas Essenciais


As operações financeiras eficientes são fundamentais para o sucesso de qualquer organização, principalmente quando essa organização se utiliza da nuvem para gerar inovação em seus negócios. Com a finalidade de maximizar o valor do investimento em tecnologia e garantir a eficiência dos gastos, as equipes financeiras estão adotando uma abordagem chamada FinOps, que siginifica gerenciamento de custos da nuvem. No entanto, apenas implementar FinOps não é suficiente; é essencial medir e avaliar seu desempenho para identificar áreas de melhoria e demonstrar o valor agregado. Neste artigo, exploraremos a importância de medir o sucesso de FinOps e discutiremos os principais KPIs (Indicadores-Chave de Desempenho) e métricas que podem ser utilizados nesse processo.

A importância de medir o sucesso de FinOps

Antes de mergulhar nas métricas específicas, é crucial entender por que medir o sucesso de FinOps é importante. Ao avaliar o desempenho financeiro e operacional, as organizações devem medir o desempenho de FinOps permitindo identificar áreas onde ocorrem gastos desnecessários ou ineficiências operacionais, habilitando que sejam corrigidas e otimizadas. As métricas adequadas fornecem insights valiosos para a tomada de decisões, permitindo que os líderes alinhem as estratégias de FinOps com as metas e objetivos organizacionais. Além disso, medir o sucesso de FinOps permite que as equipes financeiras demonstrem o valor agregado que estão trazendo para a organização, ajudando a justificar investimentos, conquistar apoio interno e promover uma cultura de responsabilidade financeira.

KPIs e métricas essenciais para medir o sucesso de FinOps

Ao utilizar essas métricas de forma estratégica, as organizações podem impulsionar a eficiência financeira, otimizar o uso de recursos e promover um ambiente de responsabilidade financeira voltado para o crescimento e o sucesso sustentável.

Custo total de propriedade (TCO, do inglês Total Cost of Ownership): Essa métrica avalia o custo total de um ativo ou serviço ao longo de seu ciclo de vida. Ao medir o TCO, as organizações podem identificar oportunidades de redução de custos e otimização dos gastos em infraestrutura e serviços.

Taxa de utilização de recursos: Essa métrica mede a porcentagem de utilização dos recursos disponíveis, como servidores, instâncias de nuvem ou horas de CPU. Uma taxa de utilização alta indica uma utilização eficiente dos recursos e ajuda a evitar gastos excessivos.

Taxa de economia de custos: A taxa de economia de custos mede a porcentagem de economia obtida em comparação com os gastos anteriores à implementação de FinOps. É uma métrica essencial para demonstrar o valor do controle financeiro e para avaliar o retorno do investimento em FinOps.

Tempo de resposta às solicitações financeiras: Essa métrica mede o tempo necessário para responder a solicitações financeiras, como aprovações de orçamento ou reembolsos. Um tempo de resposta rápido reflete a eficiência das operações financeiras.

Índice de conformidade com orçamento: Essa métrica avalia a aderência aos orçamentos estabelecidos. Um índice alto indica uma boa gestão financeira e uma cultura de responsabilidade orçamentária.

ROI (Retorno sobre o Investimento): O ROI mede o retorno financeiro gerado a partir de um investimento específico. Medir o ROI de projetos ou iniciativas relacionados a FinOps ajuda a avaliar seu impacto financeiro e operacional.

Satisfação do cliente interno: Embora seja um KPI subjetivo, a satisfação do cliente interno é uma métrica valiosa para avaliar o sucesso de FinOps. Pesquisas de satisfação, feedback e avaliações podem fornecer insights sobre a percepção das equipes internas em relação aos processos financeiros e à eficiência das operações.

Medir o sucesso de FinOps é crucial para avaliar o desempenho financeiro e operacional de uma organização. Por meio de KPIs e métricas adequadas, as equipes financeiras podem identificar ineficiências, tomar decisões informadas e demonstrar o valor agregado que estão trazendo. É importante adaptar as métricas escolhidas às necessidades e objetivos específicos de cada organização. Ao fazer isso, as empresas podem alcançar uma gestão financeira mais eficiente, otimizar os gastos e direcionar os recursos de forma estratégica, contribuindo para o crescimento e o sucesso a longo prazo.

O livro “O Caminho das Pedras da Cultura FinOps” oferece conceitos básicos, princípios, nível de maturidade, terminologia, estrutura de times, responsabilidades, entre outras tantas informações que devem levadas em consideração para compor uma implementação personalizada para uma organização durante a habilitação da cultura FinOps de forma que possam transformar os gastos com a nuvem de um passivo em um ativo da organização.



Marcelo Goberto de Azevedo 

Cloud Leader

//marcelogoberto.com.br


quinta-feira, 4 de maio de 2023

Transformando Dark Data em Green Data


Atualmente, vivemos em um mundo altamente conectado e digitalizado, onde a geração de dados é constante e abundante. Com a proliferação de dispositivos conectados à Internet das Coisas (IoT), a adoção de tecnologias como inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML), e a crescente digitalização de empresas e organizações, cada vez mais dados são gerados a cada segundo. Esses dados são valiosos para entender o comportamento do consumidor, identificar tendências de mercado, desenvolver novos produtos e serviços e tomar decisões de negócios estratégicas. Espera-se que essa tendência de geração de dados continue a crescer exponencialmente nos próximos anos. De acordo com estimativas, em 2025, o volume global de dados atingirá 175 zettabytes - o equivalente a 175 trilhões de gigabytes, somente para ilustrar o tamanho dessa quantidade de dados, se fossemos fazer o download dessa massa de 175 ZB em uma taxa de download de 250 Mb/s (uma taxa muito boa para o Brasil) levaríamos aproximadamente 800 milhões de anos para baixar todos esses dados.

Diante desse volume de dados, foi concebido o conceito Dark Data, ele é um termo usado para se referir a dados que são coletados, processados e armazenados pelas empresas, mas que não são utilizados para nenhuma finalidade específica. Esses dados geralmente são gerados a partir de fontes internas, como transações financeiras, registros de clientes e logs de servidores, e podem ser compostos por informações valiosas, como tendências de mercado, insights sobre o comportamento do cliente e oportunidades de inovação. O problema é que, muitas vezes, esses dados são ignorados ou mal gerenciados pelas empresas, tornando-se "escuros" e inacessíveis para análise e uso. Isso pode ser devido a uma série de fatores, incluindo falta de recursos para processar esses dados, problemas de qualidade dos dados ou simplesmente falta de conhecimento sobre como extrair valor desses dados. 

Podemos relacionar os dados escuros, com um buraco negro, que é uma região do espaço onde a gravidade é tão forte que nada pode escapar, incluindo a luz, o Dark Data é composto por dados que são coletados pelas empresas, mas que permanecem desconhecidos. De maneira similar, assim como os cientistas estudam o buraco negro para tentar desvendar seus mistérios, as empresas podem se beneficiar ao explorar seus dados escuros para identificar tendências de mercado, padrões de comportamento do cliente, oportunidades de inovação e agregação de valor ao negócio.

Dado a quantidade gigantesca de dados escuros, esses podem causar uma série de problemas, tanto financeiros quanto ambientais. Em primeiro lugar, o armazenamento desses dados pode se tornar um grande problema financeiro para as empresas, uma vez que exige recursos significativos, como servidores e infraestrutura de armazenamento. Isso pode resultar em um aumento nos custos operacionais da empresa, além de desperdício de recursos valiosos, como energia e espaço físico, mesmo que utiliza a estrutura de nuvem pública. Além disso, a falta de gestão efetiva dos dados escuros podem dificultar o entendimento e a utilização dos dados pelos analistas, impedindo que a empresa aproveite todo o potencial dos seus dados. Isso pode resultar em decisões de negócios menos informadas e menos estratégicas, o que pode ter um impacto negativo na competitividade da empresa no mercado. Por fim, o armazenamento excessivo de dados escuros tem um impacto significativo na sustentabilidade ambiental, uma vez que exige uma quantidade crescente de recursos energéticos e materiais. Isso pode aumentar a pegada de carbono da empresa, contribuindo para as mudanças climáticas e afetando a imagem da empresa perante os consumidores e a sociedade em geral.

Uma solução eficaz que podemos implementar para tratar os dados escuros é transformá-los em dados verdes, Green Data. Uma das boas práticas para essa transformação é a implementação de políticas de gerenciamento de dados eficazes, que incluem a identificação, análise e descarte adequado dos dados que não são mais necessários para a empresa. Essa atividade pode ser simplesmente implementada utilizando uma data de vencimento para cada registro ou conjunto de dados, permitindo assim que rotinas automatizadas façam o descarte ou a movimentação para armazenamento mais baratos.

Outra solução para criar dados verdes é investir em tecnologias de armazenamento mais eficientes em termos energéticos, como o armazenamento em nuvem. Ao migrar seus dados para a nuvem, as empresas podem reduzir sua pegada de carbono e os custos associados ao armazenamento físico, uma vez que a nuvem é mais escalável, flexível e eficiente em termos de energia. Como também, as empresas também podem adotar práticas de análise de dados mais eficazes, como a implementação de algoritmos de aprendizado de máquina e inteligência artificial, que podem ajudar a identificar padrões e insights valiosos nos dados que antes eram considerados dados escuros. Isso permitirá que a empresa gerar dados de forma mais estratégica, ajudando a melhorar a eficiência operacional.

Em resumo, o Dark Data pode representar um grande desafio para as empresas, tanto em termos financeiros quanto ambientais. No entanto, transformar esse tipo desses dados em Green Data pode ser uma solução eficaz para aproveitar todo o potencial dos dados ao mesmo tempo em que se reduz o impacto ambiental do armazenamento excessivo. Devemos adotar uma abordagem mais consciente em relação ao gerenciamento de dados, e também contribuir para a sustentabilidade ambiental e para a construção de um futuro mais responsável e sustentável para todos.


Marcelo Goberto de Azevedo 

Cloud Leader

//marcelogoberto.com.br


segunda-feira, 3 de abril de 2023

Acessibilidade Digital com Sustentabilidade

 

A acessibilidade em tecnologia é uma questão importante, pois a tecnologia desempenha um papel fundamental em muitas áreas da vida cotidiana, como comunicação, educação, emprego e lazer. A acessibilidade digital é fundamental para garantir a igualdade de oportunidades e a inclusão social de todas as pessoas no mundo digital, independentemente de suas habilidades e limitações. Dentro desse contexto de acessibilidade digital estão incluídos software, aplicativos móveis, hardware, dispositivos assistivos e tecnologias de comunicação.

O tema sustentabilidade está cada dia mais ganhando destaque dentro das organizações através da agenda ESG, principalmente nas organizações que pretendem liderar o mercado e, em longo prazo, sobreviver às exigências de mudanças do mercado. A sustentabilidade nos códigos fontes está relacionada ao componente ambiental da agenda ESG, pois busca reduzir o impacto ambiental da aplicação, através da otimização do consumo de recursos e energia, e da redução da geração de lixo eletrônico. 

Com isso podemos afirmar, que existe uma correlação entre acessibilidade digital e sustentabilidade nos códigos fontes de aplicações, pois ambos os conceitos estão relacionados à criação de produtos e serviços que sejam acessíveis e viáveis ​​a longo prazo.

Com foco em acessibilidade digital, é importante garantir que a aplicação seja desenvolvida de maneira que possa ser usada por todas as pessoas, independentemente de suas habilidades e limitações. Isso significa que os códigos fontes da aplicação devem ser projetados de forma a permitir que tecnologias assistivas, como softwares de leitura de tela e outras tecnologias, sejam usadas pelos usuários. Além disso, é importante que os códigos fontes da aplicação sigam as diretrizes de acessibilidade, como as definidas pelo WCAG (Web Content Accessibility Guidelines), para garantir que a aplicação possa ser usada de maneira eficaz e independente por pessoas com deficiência.

Por outro lado, a sustentabilidade nos códigos fontes da aplicação está relacionada à criação de produtos e serviços que sejam viáveis a longo prazo. Isso significa que os códigos fontes da aplicação devem ser projetados para minimizar o consumo de recursos e energia, bem como para evitar a geração desnecessária de lixo eletrônico. Além disso, é importante garantir que os códigos fontes da aplicação sejam mantidos atualizados e otimizados para garantir sua eficiência e segurança ao longo do tempo.

Podemos elencar algumas formas de sustentabilidade nos códigos fontes que irão aumentar a eficiência de recursos do ponto de vista de acessibilidade, obviamente que a adoção de padrões de acessibilidade é mandatório, como os definidos pelo WCAG (Web Content Accessibility Guidelines), pois irá garantir que a aplicação seja acessível a todas as pessoas. As formas abaixo devem partir do princípio que esses padrões já estão implementados.

  • Imagens decorativas são imagens que não servem a nenhum propósito específico, o que significa que não pretendem transmitir nenhum significado ou informação importante. Nesse caso, é uma prática recomendada usar texto alternativo vazio, para evitar a leitura ou interpretação automática por conta do leitores de tela.

  • Imagens funcionais são usadas para iniciar ações em vez de transmitir informações. Muito comum termos imagens com atalho para auxiliar na navegação visual, entretanto em acessibilidade, é fundamental que o texto alternativo, seja a descrição da ação e não da imagem em si, dessa forma aceleramos a navegação e diminuímos o tempo de processamento do leitor de tela.

  • Garantir uma estrutura lógica das árvores de títulos (H?), sendo composta por seis níveis de cabeçalhos possíveis (do H1 ao H6), o mais importante tem a classificação 1 e a classificação de título menos importante é 6. Montando uma estrutura de forma semântica e dotada de significado, garantimos a facilidade do fluxo do leitor de tela reduzindo seu processamento.

  • Utilizar atalho de salto “Pular para o conteúdo”, esse tipo de atalho permite que os usuários ignorem os conteúdos repetitivos em cada carregamento da tela. A interpretação desses conteúdos repetitivos obrigaram os leitores de tela a processar informações desnecessárias para experiência do público, gerando também consumo de recursos dos computadores.

Essas são algumas formas de implementar sustentabilidade na acessibilidade digital, além do compromisso em transformar as experiências na utilização de aplicações mais acessíveis, também podem garantir que estamos utilizando os recursos disponíveis com a maior eficiência possível. A correlação entre acessibilidade digital e sustentabilidade nos códigos fontes da aplicação está relacionada ao desenvolvimento de tecnologias acessíveis e viáveis a longo prazo, que promovam a inclusão social e o uso responsável de recursos tecnológicos. Temos a responsabilidade de garantir que os produtos e serviços digitais contribuam para um futuro melhor e mais sustentável.  


Marcelo Goberto de Azevedo 

Transformação Digital Cloud ESG

//marcelogoberto.com.br